A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: ‘Não há mais o que ver’, sabia que não era assim. O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.
— Hugo Gloss
Look, if you had, one shot, or one opportunity to seize everything you ever wanted… in one moment. Would you capture it, or just let it slip?
Era isso que eu queria: reações. Agora sim ela parece a minha garota de 1999. Bufando, me mandando ir embora, chorando de amor e ódio, cheia de ciúme, vibrando, pulsando, me jogando coisas, as sobrancelhas circunflexas, aquele veiazinha saltando nas têmporas. Enfim, é assim que eu gosto de vê-la: sentindo. Hoje é ira e desprezo. Amanhã é paixão e carinho. Quem é capaz de explodir de raiva, também é capaz de explodir de amor.






